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Por que o planejamento financeiro para médicos é tão importante?

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Por que o planejamento financeiro para médicos é tão importante?

O planejamento financeiro para médicos deve levar em consideração, antes de mais nada, que este profissional tem uma rotina cheia de compromissos, bem como grande importância social. Conciliar os atendimentos e as demais tarefas representa um enorme desafio. 
Diante disso, alguns aspectos de planejamento e gestão financeira são essenciais para quem busca manter a organização dos recursos e as suas finanças em dia. 
Hoje, além de mostrar alguns pontos básicos sobre a importância do planejamento financeiro para médicos, vamos também dar algumas dicas pontuais que podem fazer toda a diferença no seu dia a dia. 

Escolha o regime tributário mais adequado para sua clínica ou consultório 
Um planejamento financeiro para médicos eficiente passa, em primeiro lugar, por ter uma previsão muito próxima de quanto você precisará pagar em impostos ao longo do ano. E essa previsão varia: uma clínica de mesmo porte pode pagar muito menos taxas do que outra, a depender do regime tributário a qual se enquadrou. 
A escolha passa por uma análise que deve considerar uma série de fatores – o tamanho da clínica, o faturamento e o número de funcionários são apenas alguns. 
A seguir, listamos os regimes tributários mais comuns. É altamente aconselhável que você procure por assessoria especializada antes de escolher o seu. 

Pessoa Física – Autônomo 
Médicos que atuam de forma autônoma, sem constituir uma empresa, devem pagar tributos a partir do que prevê a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Apesar de haver a possibilidade de você fazer o recolhimento do imposto sem precisar dos serviços de um contador, esta é, provavelmente, a escolha mais onerosa que você pode fazer. 
Isso porque a tabela é progressiva e, dependendo do seu faturamento mensal, os tributos podem chegar a 27,5% do que você recebeu pelos atendimentos que fez. Ou seja, é possível que você deixe mais de 1/4 da sua remuneração somente para pagar tributos federais. 
Caso você considere esta opção, o pagamento deve ser feito mensalmente a partir do famoso “carnê do Leão”. 

Pessoa Jurídica
Quando falamos em planejamento financeiro para médicos, a constituição de uma clínica, com CNPJ, costuma ser a forma mais efetiva para se pagar menos impostos. Neste caso, o médico pode optar basicamente por dois regimes de tributação. 

Simples Nacional 
O Simples Nacional foi instituído pelo Governo Federal ainda em 2006, mas só a partir de 2015 que se permitiu a utilização também por clínicas médicas. O sistema unifica uma série de tributos para micro e pequenas empresas que tenham faturamento máximo de R$ 4,8 milhões por ano. 
Assim como no caso do IRPF, as alíquotas variam. Na melhor das hipóteses, o médico deverá recolher apenas 6% do faturamento para pagar o tributo. Na pior, chegará a 33% de sua receita. Os valores variam de acordo com a quantidade de funcionários e mesmo seu escopo de atuação. 

Lucro Presumido 
Este sistema, como o nome sugere, se baseia numa previsão de lucro que a clínica terá ao longo do ano. Com isso, se define previamente o total de imposto que ela deverá recolher. 
As alíquotas variam, mas em geral se baseiam no que já prevê a lei. Isso inclui 4,8% de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ); 2,88% de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); 0,65% de contribuição para o PIS (PIS); e 3% de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). 
Perceba que, nesse caso, a taxação mínima será superior a 10% do faturamento.

Equiparação de clínica médica a unidade hospitalar 
Se você tiver uma clínica médica bem estruturada, você pode reduzir o pagamento de impostos equiparando-a a uma unidade hospitalar. Nesse caso, a clínica não precisará recolher IRPJ e CSLL. 
Esse enquadramento, contudo, não é tão simples. Afinal, uma instrução normativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece que os serviços hospitalares devem incluir prestação de atendimento eletivo em regime ambulatorial; prestação de atendimento imediato; internação; prestação de atendimento de apoio ao diagnóstico e terapia. 
Além de escolher o regime de tributação federal mais adequado, o planejamento financeiro para médicos deve incluir também a previsão de gastos com o Imposto Sobre Serviços (ISS), um tributo municipal, cuja alíquota é variável. 

Faça uma boa gestão de suas contas 
A previsão tributária, contudo, é apenas a parte mais burocrática do planejamento financeiro para médicos. Além dela, é preciso também estar atento ao fluxo de caixa do consultório ou da clínica.
A boa notícia é que, com organização, isso é passível de se fazer sem maiores transtornos.

Determine o que são gastos fixos e variáveis 
Seu consultório ou clínica tem custos, assim como a necessidade de você se manter atualizado. A questão é que parte desse custo você conhece bem, enquanto a outra, nem tanto. 
Você sabe, por exemplo, quanto gastará todos os meses com aluguel ou condomínio do espaço, com a remuneração dos colaboradores, com luz, água, telefone e internet. O valor do cafezinho, também. Da mesma forma, você conhece – ainda que de forma aproximada – o valor do imposto a recolher. Esses são seus gastos fixos. 
Mas um bom planejamento financeiro para médicos deve considerar também os gastos variáveis. Em algum momento do ano você viajará para um congresso ou simpósio, poderá adquirir um novo livro, precisará renovar algum equipamento. O custo disso? Difícil saber com exatidão. Esses são seus gastos variáveis. 
Para que não haja risco de desequilíbrio nas contas, dívida o orçamento da clínica em três partes. Uma delas será para os gastos fixos. A outra servirá para os gastos variáveis. E a terceira será a sua remuneração. 

Separe as contas a pagar das contas a receber 
Isso é bem simples de se fazer, e ajuda muito a manter as contas em dia. 
Ao separar as planilhas de contas a pagar e de contas a receber, você terá um controle mais eficiente do seu fluxo de caixa. 
Além de evitar atrasos em pagamentos, o que certamente resultaria em multas e perdas financeiras, planilhas separadas permitem que se identifique mais facilmente os gastos supérfluos e as possibilidades de aumento de ganhos. 

Evite misturar as contas pessoais com as da clínica ou consultório 
Mesmo que você atue em consultório particular ou de forma autônoma, atendendo de forma domiciliar, não misture os gastos pessoais com aqueles que se referem ao seu trabalho. 
Custo de combustível do seu carro para atendimento devem ser cobertos pelos ganhos do consultório, assim como o gasto com combustível durante o seu lazer no final de semana deve ser coberto com a remuneração que você auferiu. Considerar tudo uma coisa só poderá causar desequilíbrio financeiro. 

Faça uma reserva financeira 
A pandemia de COVID-19 é o exemplo mais perfeito para ilustrar a importância de se incluir uma reserva econômica no planejamento financeiro para médicos. Ninguém podia prever que ela aconteceria, e quando chegou muitos consultórios particulares tiveram de suspender seu funcionamento.
Médicos que não tinham uma reserva financeira sofreram um impacto maior do que aqueles que detinham um fundo de emergência. Por isso, ter uma reserva é essencial e algo que você não pode ignorar.

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