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Esclerose Múltipla: Terapia modificadora da doença na pediatria


Escrito por Dra. Laila Prazeres Schulz Moreira | Revisado por Dra. Jessica Caetano Barbosa A esclerose múltipla (EM) de início na infância é uma doença neuroinflamatória crônica rara, podendo ter um impacto importante no físico e cognitivo das crianças e adolescentes a longo prazo através do acometimento do sistema nervoso central.  Afeta predominantemente adultos jovens, porém os sintomas podem iniciar antes dos 18 anos, sendo denominada Esclerose Múltipla Pediátrica. A estimativa é que aproximadamente três a cinco porcento da população geral com esclerose múltipla sejam crianças e adolescentes. Apesar de poder se assemelhar com a doença da fase adulta em muitos aspectos, a EM pediátrica possui muitas características distintas, como por exemplo: curso mais brando, porém com maior relação com deficiências no futuro e consistir na forma remitente-recorrente em 95-98% dos casos.  Antes do início do tratamento, é necessária uma avaliação detalhada para realização de diagnóstico diferencial entre outras doenças como erros inatos do metabolismo e outras doenças desmielinizantes, bem como avaliar se de fato há preenchimento dos critérios diagnósticos, sendo necessário que haja preenchimento dos critérios de disseminação em tempo e espaço, conforme os critérios de McDonald. Em 2017 os critérios foram revisados, com uma predição do diagnóstico de acima de 71%,…...

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