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Principais funções e desafios dos microbiologistas em um programa de stewardship de antimicrobianos


Escrito por Flávio P. Brandt| Revisor Dr. Alexandre Barbosa Naime No mundo todo, as infecções relacionadas à assistência à saúde são causadoras de altas taxas de morbidade e mortalidade.1,2 São cerca de 37 mil mortes ao ano na Europa e 75 mil nos Estados Unidos decorrentes do problema, grande parte delas causadas por germes multirresistentes.2 Diante dessa realidade, a rápida execução de medidas de controle de infecção e uso racional de antimicrobianos são primordiais, cenário onde os programas de stewardship de antimicrobianos (PSA) têm papel central.1-3 Os programas de stewardship de antimicrobianos referem-se a um conjunto de estratégias e medidas realizadas para otimização de tratamentos que utilizam antimicrobianos, com finalidade de melhorar desfechos clínicos dos pacientes, reduzir eventos adversos, além de minimizar a emergência e disseminação de microrganismos multirresistentes e otimizar custos.3,4 O PSA trata-se, portanto, de um conceito relacionado à gestão clínica dos antimicrobianos e deve, idealmente, ser elaborado e implementado em todo serviço de saúde.4 Diretrizes nacionais e internacionais de orientações para implementação de PSAs estão disponíveis, como a da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Infectious Diseases Society of America (IDSA).4,5 Diversos elementos são necessários para a estruturação de um PSA (um resumo dessas etapas pode ser lido…...

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Custo efetividade de Stewardship antimicrobianos