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A importância do médico saber se comunicar – e usar a tecnologia para isso

São Paulo, 12 de janeiro de 2021
 

Todos os dias, médicos ouvem a frase “eu pesquisei no Google, e lá apareceu que tenho isso”. Pacientes buscam diagnósticos por ferramentas de busca e muitas vezes se automedicam, o que dificulta a comunicação médica. Portanto, saber se comunicar é essencial nos dias atuais, principalmente na medicina.

A famosa relação médico-paciente nunca foi tão importante. Profissionais de saúde precisam exercer um atendimento cada vez mais humanizado e empático, sem esquecer do linguajar simples e claro.

Para elevar o engajamento dos pacientes e fazer com que seu atendimento transmita confiança, é preciso se destacar. E a tecnologia é, provavelmente, a melhor aliada. A comunicação se torna mais clara e direta, além de o médico ganhar relevância no que diz respeito às boas práticas médicas.


Antes de mais nada, é preciso saber falar em público

Pode parecer bobagem, mas não é. Para muitos, ser um profissional de saúde significa estar dentro de um consultório, recebendo pessoas e fazendo diagnósticos. Simples assim.

Para os médicos de referência na área – e para a geração Millenials da medicina -, ser médico é cuidar de pessoas, entendê-las e zelar por sua vida.

O que isso tem a ver com falar em público? A comunicação é uma área que requer aprimoramento diário. Não importa o quanto nos sintamos aptos, sempre é possível avançar e passar a mensagem de forma mais clara. Isso torna a relação médico-paciente mais precisa e assertiva, além de humana.

Além disso, um médico de referência apresenta casos clínicos e pesquisas científicas a uma equipe, eventualmente. Saber se portar neste momento demonstra confiança e inspiração aos demais.

Monte um roteiro antes de falar, se necessário. Ensaie na frente do espelho. E o principal, controle seus pensamentos. Quanto mais pensar que tudo vai dar errado, acredite, dará mesmo.

Tecnologia para a comunicação médica

A medicina tem apresentado avanços tecnológicos significativos nos últimos tempos. Novos aparelhos, medicamentos, avanços cirúrgicos e tratamentos menos tóxicos e invasivos são tendências quase diariamente. Os médicos contribuem para o desenvolvimento destes avanços, mas o assunto muda quando se trata de tecnologias de comunicação e informação.

Uma parte da classe médica é resistente em aceitar a implantação de comunicações como a telemedicina, por exemplo. O mesmo acontece com plataformas digitais, que poderiam ser mais usadas para a captura, fluxo, integração e análise de dados para auxiliar nas decisões. Mas essas plataformas acabam sendo vistas como uma ameaça ou estresse adicional.

Para superar essa resistência, é preciso saber dos benefícios da tecnologia. Plataformas de comunicação podem realizar o contato com pacientes distantes e/ou que têm dificuldades de acesso a serviços especializados. Além disso, é possível incluir a participação simultânea de outros profissionais no diagnóstico, facilitando e agilizando o tratamento.

Além disso, com plataformas de dados é possível analisar um grande volume de informações e associar dados genéticos aos determinantes sociais de doenças. Na prática, você poderá aperfeiçoar a prevenção de doenças, abordagens diagnósticas e terapêuticas. O avanço tecnológico pode ajudar a escolher o melhor tratamento para cada paciente.

Mas ser tecnológico vai além da utilização de ferramentas. Ser um médico de referência em sua área de atuação está cada dia mais desafiador, mas ainda é possível.
E como se comunicar com outros médicos? Uma das alternativas mais eficazes é a rede social. O Linkedin é voltado para profissionais, o que pode ajudar a fazer da sua imagem um especialista de confiança.

Eventos, webinars e palestras também são algumas das possibilidades mais eficazes atualmente. É possível impactar milhares de profissionais simultaneamente e demonstrar seu conhecimento para ganhar autoridade.

Portanto, seja com uma comunicação médica on-line ou tradicional, o profissional de saúde precisa estar preparado para se fazer claro e didático para pacientes e relevante para outros especialistas.